sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Um título suado.


É certo, que houveram jogos muito fáceis, em algumas partidas, os adversários pareciam que iam dar trabalho e no fim, acabava sempre em massacre e, em outras ocasiões, acontecia o contrario, uma partida que parecia ser muito tranquila, acabava sendo muito difícil.Isso era devido ao mal preparo dos outros times, via de regra, a maior parte dos times femininos, apresenta, até hoje esse problema, dificilmente, se concilia, na mente das meninas, dois focos.Não que as meninas tenham dificuldades para assimilar, são as pessoas que trabalham no futebol feminino, que não conseguem impor as duas metas e, então, se um time tem um ataque fora de série, peca por ter uma defesa medíocre, (e vice-versa) sabendo disso, reforçava sempre o meio campo, com meu meio de campo jogando bem, eu podia mudar o estilo de jogo sempre.Mas, a vida nem sempre era futebol de campo, ainda tinha o salão e o society, durante 4 anos, ditamos as regras nessas modalidades, de uma maneira alegre, sem vínculos com qualquer liga ou associação e sem patrocínio, cruzamos a cidade de São Paulo, baixamos em quebradas, campos de barro, em favelas, em quadras profissionais, no meio dos matos, em campos sintéticos, em quadra de escolas, lugares que ainda estavam por civilizar, na capital e seus arredores.Cada passeio era uma aventura, muitas emoções e muitas brigas e ainda que não houvesse muito apego à organização, não havia a democracia em seu estado pleno, e ainda que se aparentasse(ás pessoas de fora) que o comando fosse absolutista, foi a primeira vez, que se ensaiou uma diretoria constituída por atletas.
A cidade do Taboão, sempre foi celeiro do futsal em São Paulo e realizou um ótimo campeonato feminino, com equipe de alto nível, entramos com 2 quadros: o primeiro, contava com Angela, a Adriana, a Alessandra , a Arlete, a Taninha, a Mazé e a Stéphanie , que tinha 10 anos.O segundo quadro era formado pelas: Edcleia Clemente?, a Lucileia Ferreira?, a Sandra do João XXIII, a Sandra da Cohab, a Giselle, a Viviane Rincon, a Mirna, a Patricia, e a Camila.
O primeiro quadro chegou à final, com o time da casa: as Abelhas, que havia nos vencido na fase de classificação por 3x1, por conta da melhor campanha, o empate as favoreceria.Pra se falar da final do campeonato de futsal da cidade do Taboão, que aconteceu num domingo, faz-se imperativo contar sobre o acontecido do sábado.
Por estar totalmente focado no campeonato, não marquei outros compromissos para o time, mas, havia um festival marcado, meses antes, na Granja Viana.
Nesse festival de socyet, tambem teve a mesma divisão de elenco e os 2 times foram pra final, teria que ser disputado entre os 2 Dínamos o jogo final.O organizador convenceu-nos que, ainda que os 2 times já tivessem os troféus em mãos, não seria justo pra torcida, um jogo de comadres e, mais uma vez, seria editado o jogo de mais adversidade daquela quadra;O Dínamo contra o Granja Viana, do Barraca, que tinha em seu elenco, uma jogadora que se chamava Adriana, xará da nossa craque.
Bom, por estarmos às vésperas de uma final de campeonato, não nos convinha forçar o físico, disse eu, já que tínhamos garantido o troféu, podíamos até perder o jogo.Jogo calmo, com status de amistoso,pelo menos da nossa parte, diante da nossa falta de interesse na partida, o time da casa marcou 1 gol e ma hora da comemoração, fizeram uma comemoração provocativa demais, a Adriana veio perto de mim e se disse indignada, eu disse que fazia parte, o importante seria não se esforçar e dito isso, me veio uma verdade á mente: fazia muito tempo que esse rival jogava contra, perdia sempre e essa era oportunidade certa, pra se quebrar um tabu.
O sol já estava escaldante, quando elas fizeram o segundo gol e dessa vez, foi pior, ao converter o gol, a atleta passou pisando duro e fez gestos obscenos e os fez, olhando pras Adriana e Arlete, as duas, é claro, partiram pra briga,Entre o segura e empurra, a partida foi paralisado, por estar segura, impedida de tirar satisfações a Adriana tem um ataque e quase desmaia, ficando mesmo, sem respirar.O clima de amizade havia se acabado, virar o jogo era uma questão de honra, todos nós estávamos irritados e deixamos de lado a partida do dia seguinte, só o que importava era o nome da agremiação.A Adriana, com raiva, fintou o time todo e finalizou com muita força, para o primeiro gol, 2x1.Do mesmo jeito ela cobrou uma falta no meio da quadra, a força empregada foi tanta, que passou num espaço muito pequeno, entre as meninas da barreira e furou a rede,2x2 no placar, estava de bom tamanho, era só cozinhar o galo nos últimos 5 minutos.Ao passar o tempo regulamentar, percebi que o arbitro e o Barraca se entreolharam, significava que a partida continuaria até o time da casa desempatar o jogo, lembrei que já vínhamos treinando o arremesso da goleira Angela, como a bola estava em suas mãos, gritei pra Alessandra (que era a mais alta) subir pra area delas, a Angela correu até a marca limite dos goleiros e arremessou forte, a bola foi direto para o gol, a Alessandra deu um leve desvio...gol.Enquanto comemorávamos, as adversárias corriam na direção do arbitro, gritando que a bola não fora desviada pela Alessandra, tumulto e trocas de tapas, o juiz encerrou a partida e correu pra não apanhar.Pegamos, sem cerimonias, nossos troféus e fomos embora.

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O Niltão sempre foi esquisito mesmo